Dicas de NutriçãoMais novidades

Neuronutrição: alimentação influencia no funcionamento do cérebro e contribui para a saúde mental

Futuro da Neuronutrição é promissor e caminha para se consolidar como um dos pilares mais relevantes da saúde integral

O Brasil vive um cenário de alerta em saúde mental. Dados do Ministério da Previdência Social revelam que, em 2025, mais de 546 mil trabalhadores foram afastados por transtornos mentais e comportamentais. Esse total é o maior já registrado na série recente, com crescimento de 15,66% em relação a 2024 que contabilizou mais de 470 mil afastamentos.

Diante do aumento dos casos de ansiedade, depressão e estresse entre os brasileiros, a Neuronutrição tem ganhado cada vez mais destaque entre pesquisadores e profissionais da saúde. Mas, o que é a Neuronutrição? Quais são seus pilares? De que forma ela pode contribuir para a saúde mental?

A nutricionista Marcela Paloro, especialista em Neuronutrição, explica que essa abordagem integra conhecimentos da neurociência e da nutrição para compreender as necessidades do cérebro e garantir o fornecimento adequado de nutrientes essenciais ao seu equilíbrio e desempenho. A Neuronutrição analisa como a alimentação influencia a bioquímica cerebral e os processos que envolvem produção de neurotransmissores, neuroplasticidade, bioenergética cerebral e sinapses, que devem estar em perfeito equilíbrio para o bem-estar emocional e cognitivo.

Para a especialista, a missão da Neuronutrição é devolver “voz” ao cérebro nutrido, permitindo que ele retome seu papel natural na condução das escolhas. “Quando o cérebro é nutrido, os sintomas silenciam, a energia desperta e a vida volta a acontecer de verdade”, destaca Marcela.

Para quem a Neuronutrição é indicada? Para todos que querem cuidar da saúde mental. De modo geral, todos podem se beneficiar: pessoas com sintomas de ansiedade e depressão; estudantes e profissionais submetidos à alta demanda cognitiva e/ou altos níveis de estresse; crianças e adolescentes em fase escolar; idosos para prevenção de declínio cognitivo, como também prevenção e tratamento de TDAH, doenças neurodegenerativas, neurológicas ou psiquiátricas.

Os benefícios associados à Neuronutrição são diversos. Incluem melhora do foco, da concentração e da memória, maior rendimento escolar e produtividade no trabalho, melhora dos sintomas de ansiedade e de depressão e também do gerenciamento do estresse e do padrão do sono, suporte ao neurodesenvolvimento e redução do risco de demência e declínio cognitivo.

Na prática clínica, Marcela relata que as queixas mais frequentes entre seus pacientes de diferentes faixas etárias, incluindo crianças, adolescentes, adultos e idosos são ansiedade e baixa energia física e mental. A avaliação envolve rastreamento clínico de sinais e sintomas por meio de questionários específicos, anamnese adaptada à Neuronutrição e avaliação de exames bioquímicos, do contexto alimentar e de deficiências nutricionais.

Após intervenção nutricional, os pacientes relatam muitos resultados, como: melhora da qualidade de vida, bem-estar, humor, padrão do sono, melhor relacionamento interpessoal, mais disposição física e mental, melhora cognitiva, diminuição da vontade por doces e alimentos palatáveis, além da melhora em parâmetros laboratoriais.

Para Marcela, o futuro da Neuronutrição é altamente promissor e tende a se consolidar como um dos principais pilares da saúde integral. “Vamos deixar de falar apenas em nutrir o corpo para falar em nutrir o cérebro. A abordagem da Neuronutrição é fundamental tanto no rastreamento de transtornos mentais quanto na prevenção e no tratamento de doenças neurológicas, psiquiátricas e distúrbios do neurodesenvolvimento”, conclui.

Atualização da NR-1 redefine práticas de segurança e saúde para empresas e trabalhadores

A atualização da NR-1, norma que estabelece os princípios gerais de Segurança e Saúde no Trabalho (SST) e que entra em vigor em 26 de maio deste ano, amplia o olhar sobre a saúde integral do trabalhador e coloca a Neuronutrição como um tema central nesse novo contexto.

A principal mudança é a inclusão obrigatória dos fatores de risco psicossociais no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), que devem ser identificados, avaliados e gerenciados no âmbito do PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos). Entre os riscos psicossociais contemplados estão: estresse excessivo e burnout, assédio moral e conflitos interpessoais, sobrecarga de trabalho e jornadas exaustivas, falta de autonomia sobre as tarefas, pressão por metas inalcançáveis e presença de um ambiente organizacional tóxico.

Com a atualização, as empresas deverão revisar seus PGRs, incorporando a identificação e priorização dos riscos psicossociais, a definição de medidas preventivas e corretivas específicas, além do monitoramento contínuo desses fatores no ambiente de trabalho, reforçando o compromisso com a saúde mental e o bem-estar dos trabalhadores.

Sobre a nutricionista Marcela Paloro

A nutricionista Marcela Paloro, Especialista em Neurociências, Pós-graduada em Neuronutrição e Nutrição Clínica Funcional, iniciou sua carreira em 2014 como docente na FMU – Faculdades Metropolitanas Unidas (SP). Atuou em clínicas médicas, saúde corporativa, policlínicas multiespecialidades e consultórios em parceria com Endocrinologistas, Nutrólogos e Psiquiatras. Possui vasta experiência clínica em prevenção e tratamento de doenças crônicas relacionadas à obesidade e transtornos mentais.

Atualmente, atende no Instituto Synbia, com foco de atuação em saúde mental, ansiedade, TDAH, performance cognitiva, doenças neurológicas e psiquiátricas, dor crônica e depressão, tendo como missão levar a Neuronutrição para o maior número de pessoas e transformar a saúde delas por meio da adoção de um estilo de vida equilibrado.

Leia também: Saúde Cerebral e Integrativa em debate

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo