“OCEÂNICO”, de Guilherme Coelho, estreia nesta sexta-feira (2) no Festival do Rio

Protagonizado por Ana Carbatti, o longa concorre ao principal prêmio do festival e também terá sessões em 3 e 4 de outubro

Oceânico, dirigido por Guilherme Coelho (“Órfãos do Eldorado”) e protagonizado por Ana Carbatti (“A Herança”), fará sua estreia mundial nesta sexta (2) na 28ª edição do Festival do Rio. Selecionado para a Competição de Longas-metragens de Ficção da Première Brasil, o filme será exibido ao público pela primeira vez no Estação Claro Gávea, às 21h45, e ainda contará com uma sessão-debate e uma sessão reprise em 3 e 4 de outubro, respectivamente.

Uma mescla de drama familiar com thriller político, Oceânico acompanha os dilemas da neurocientista Adyr (Carbatti). Referência por seu trabalho de pesquisa em uma universidade pública, ela descobre na medicina psicodélica a chave para um tratamento promissor para a doença. Porém, diante do potencial de ganhos financeiros, Adyr se torna alvo de um grupo interessado em se apropriar de seu trabalho. Sem saber em quem confiar, a protagonista precisará lutar para proteger sua pesquisa, sua vida e a de seu filho.

Além de Carbatti, Oceânico tem participação especial de Sidarta Ribeiro, que também prestou consultoria ao filme. O elenco ainda com Caio Cabral (“Garota do Momento”), Tay O’hanna (“3%”), Nill Marcondes (“Carandiru”), Pedro Guimarães (“Terra Forte”), Julio Adrião (“Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora é Outro”), Bárbara Vila Nova e Manuela Llerena (“Mate-me Por Favor”).

Idealizado inicialmente por Guilherme Coelho em conjunto com o escritor Michel Laub, o roteiro é assinado por ambos, ao lado de Marcelo Gomes, Mariana Jaspe, Vinícius Spanghero e Josefina Trotta. O longa é um projeto da Matizar Filmes (Mariana Ferraz e Guilherme Coelho), em coprodução com a Bubbles Project (Tatiana Leite) e a Cinema Inflamável (Karim Aïnouz) e produção associada da Tigresa e da Manny Films (França).
Oceânico tem distribuição garantida nos cinemas brasileiros pela Filmes da Estação.
SINOPSE
Adyr é uma brilhante cientista que, após perder o marido para o alcoolismo, descobre na medicina psicodélica a chave para a cura dessa doença. Quando ela se torna alvo de um grupo interessado em se apropriar de seu trabalho, ela se vê ameaçada e sem saber em quem confiar. Agora, precisará lutar para proteger sua pesquisa, sua vida e a de seu filho, Tom.
FICHA TÉCNICA
Direção: Guilherme Coelho
Elenco: Ana Carbatti, Caio Cabral, Sidarta Ribeiro, Tay O’hanna, Nill Marcondes, Pedro Guimarães, Julio Adrião, Bárbara Vila Nova e Manuela Llerena.
Roteiro: Guilherme Coelho, Josefina Trotta, Marcelo Gomes, Mariana Jaspe, Michel Laub e Vinícius Spanghero
Produção: Matizar Filmes, Bubbles Project e Cinema Inflamável
Produção associada: Tigresa e Manny Films (França)
SOBRE A MATIZAR FILMES
Fundada em 2004, a Matizar Filmes surgiu do desejo de produzir cinema e televisão que não apenas entretenham, mas também provoquem reflexões profundas sobre questões relevantes para o Brasil. Sua abordagem combina uma pesquisa cuidadosa no desenvolvimento de projetos com o compromisso com a excelência artística e técnica. Ao longo dos anos, a produtora se consolidou como referência na produção de documentários e ficções contemporâneas que desafiam convenções e exploram narrativas potentes.
A trajetória da Matizar Filmes é marcada por documentários importantes, como “Jogo de Cena” e “Moscou”, do renomado cineasta Eduardo Coutinho, e “Fala Tu” e “PQD”, de Guilherme Coelho. Posteriormente, a produtora passou a produzir filmes de ficção, como “Órfãos do Eldorado”, de Guilherme Coelho, e “Retrato de um Certo Oriente”, de Marcelo Gomes. A Matizar Filmes tem o compromisso de levar narrativas autênticas e relevantes ao público nacional e internacional, contribuindo para fortalecer a presença do cinema brasileiro no cenário global.
SOBRE MARIANA FERRAZ
Mariana Ferraz é bacharel em Jornalismo, pós-graduada em Comunicação e Imagem pela PUC-Rio e atua como diretora executiva da Matizar Filmes, onde produziu diversos projetos em parceria com renomados diretores brasileiros resultando em filmes premiados em festivais de cinema internacionais. A produtora é integrante da Rede de Talentos Paradiso e já participou dos eventos internacionais: José Ignácio FF Working Lab 2023 (Uruguai), Rotterdam Lab 2022 (Holanda), Biennale College Cinema 2022 (Itália), Ventana Sur 2012 (Argentina) e Producers Network 2012 (França).
Em seu portfólio, já assinou como produtora associada de “Motel Destino”, de Karim Aïnouz, e coprodutora de filmes como “Luz Acesa”, “Um Domingo com Frederico Morais” e “PQD”, de Guilherme Coelho; “O chalé é uma ilha batida de vento e chuva” e “Bruta Aventura em Versos”, de Letícia Simões; “5+5+”, de Rodrigo Lamounier; e “Moscou” e “Jogo de Cena”, do renomado documentarista Eduardo Coutinho.
Sua produção mais recente é o longa-metragem de ficção “Retrato de um Certo Oriente”, dirigido por Marcelo Gomes que, em 2024, estreou no Festival de Roterdã e ganhou o prêmio de Melhor Filme no Festival de Huelva. Atualmente, está coproduzindo os longas de ficção “Selvajaria”, de Miguel Gomes; “Esta Noite Não Seremos Estranhos”, de Marcelo Grabowsky; e “Oceânico”, de Guilherme Coelho; e os documentários “Vozes”, também de Coelho; “O Gesto Entre Nós – A história da Cia Dos À Deux”, de Roberto Bomtempo; e “Um Escritor Entre Dois Mundos”, de Marcelo Gomes.
SOBRE TATIANA LEITE E A BUBBLES PROJECT
Pós-graduada em História da Arte pela Universidade Sorbonne (França) e em Cinema pela Unesa (Brasil), Tatiana Leite é produtora, curadora e programadora. Além de ter sido coordenadora internacional do Festival do Rio, produtora e curadora de diversas mostras e festivais independentes, foi também assessora internacional da Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro. Em 2012, criou a produtora independente Bubbles Project, focada em filmes de novos autores e coproduções internacionais.
Seu primeiro longa foi Aspirantes (2014), de Ives Rosenfeld, Carte Blanche em Locarno e três prêmios no Festival do Rio. Na sequência, produziu Pendular (2017), de Julia Murat, prêmio FIPRESCI da mostra Panorama na Berlinale; e Benzinho (2018), de Gustavo Pizzi, que abriu a World Cinema Competition do Festival de Sundance e foi premiado no Festival de Gramado e no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro.
Com Argentina, Alemanha e Noruega, a Bubbles Project co-produziu Família Submersa (2018) de Maria Alché, selecionado em Locarno e San Sebastián, onde foi o Melhor Filme na mostra Horizontes Latinos. Com Chile, França e Coreia do Sul, fez Nona (2019), de Camila Jose Donoso, que competiu em Rotterdam. Sua coprodução com a França, Regra 34 (2022), de Julia Murat, ganhou o Leopardo de Ouro no Festival de Locarno.
Seus trabalhos mais recentes são Malu (2024), de Pedro Freire, que estreou em Sundance e recebeu 5 prêmios no Festival do Rio, incluindo Melhor Filme; A Herança (2024), de João Cândido Zacharias (com a Sony Pictures e a Kromaki Filmes); e a produção associada Retrato de um Certo Oriente (2024), de Marcelo Gomes, que estreou em Rotterdam. Outro destaque é Puan (2023), de Maria Alché e Benjamin Naishtat, parceria com Argentina, França, Itália e Alemanha; Melhor Roteiro e Melhor Ator em San Sebastián.
Sua última estreia nos cinemas foi O Riso e a Faca, de Pedro Pinho, coprodução que recebeu os prêmios de Melhor Atriz na Mostra Un Certain Regard em Cannes, Melhor Filme no Festival du Nouveau Cinéma Montréal 2025 e Melhor Diretor no Festival de Bangkok. Elefantes na Névoa, a última coprodução da produtora, dirigida e escrita por Abinash Bikram Shah, estreou na Un Certain Regard de Cannes 2026, recebendo o Prêmio do Júri. Em pós-produção, a Bubbles tem Oceânico, de Guilherme Coelho, e também está preparando os longas Selvajaria, de Miguel Gomes (com Portugal, França, Itália e Holanda); Dora & Vera, de Pedro Freire; Meninos Banhando-se no Lago, de Michael Labarca (com Venezuela, França, Chile e Alemanha); Princesa, de Karine Teles (com a Filmes de Plástico); Porco Espinho, de Eva Randolph; Debaixo do Imbondeiro, de Valentina Homem; Os Setes Loucos, de Benjamin Naishtat; e Te Amo e Hoje Tudo É Belo, de Maria Alché.
Tatiana Leite integrou os júris de festivais internacionais, como os de Rotterdam, Chicago, Guanajuato, CPH e Festival do Rio, e atua como expert no Locarno Open Doors, EAVE (do qual é coordenadora da América Latina), Full Circle Lab e no BRLAb. Recentemente tornou-se integrante da Academia do Oscar.
SOBRE A FILMES DO ESTAÇÃO
Braço de distribuição cinematográfica do Grupo Estação, a Filmes do Estação atua desde 1990 na valorização e difusão do cinema brasileiro e internacional. Ao longo de sua trajetória, lançou cerca de 300 títulos no país, consolidando uma curadoria marcada pela descoberta de novos realizadores, pelo cinema independente e pela recuperação de clássicos.
Após retomar suas atividades de distribuição em 2024, a empresa vem ampliando seu catálogo e reafirmando seu compromisso com filmes autorais, relevantes e capazes de dialogar com diferentes públicos. Entre seus lançamentos recentes estão A Cronologia da Água, Nino, Pequenas Criaturas, além de Oceânico, de Guilherme Coelho.
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